Cenário:
O facilitador comenta:
"Quem aqui é artista? Quem já desenhou? Todo mundo já desenhou alguma coisa, nem que seja no Jardim de infância. Vamos precisar da habilidade de todos. Precisamos construir o desenho do pavão misterioso, que ninguém jamais viu mas todos imaginam."
Dar um tempo para cada um imaginar como é o pavão misterioso.
Desenvolvimento:
Divide-se o grupo em subgrupos de 4 a 6 pessoas. Cada grupo recebe uma folha de papel e um único pincel atômico. O desenho deverá ser feito com esse recurso.
Ao final, o facilitador irá perguntar se o trabalho foi realmente feito em equipe, ou se apenas um desenhou. Se apenas uma pessoa fez o desenho, o facilitador deve insistir para que todos participem do desenho de alguma forma, nem que seja fazendo um traço.
O facilitador fornecer nova folha de papel e repetir a experiência para que todos participem realmente. Ao final pergunta-se novamente se todos participaram. O habitual é que isso tenha acontecido.
Terminado o segundo desenho o facilitador propõe então um novo desafio: um novo desenho deverá ser feito com todos segurando o pincel a um só tempo.
Ao iniciarem este novo desafio, se algum grupo pedir pincéis de outras cores, poderá ser fornecido, desde que todas as pessoas desenhem ao mesmo tempo, tocando o pincel juntos.
Depois da dinâmica:
Avaliar com o grupo a diferença entre os três desenhos. Conversar sobre o que acharam do primeiro, do segundo e do terceiro. Qual a diferença observada entre fazer um desenho sozinho, fazer em grupo, um de cada vez, e fazer um desenho a várias mãos? Houve alguma situação em que alguém forçava numa direção contra a vontade do grupo? Como foi superado? Houve momentos em que tivemos de ceder para alcançar o objetivo? Como se dá a nossa relação com os objetivos propostos para o nosso trabalho? Como ocorre esse jogo de forçar e ceder? Que lições podem tirar dessa experiência para o nosso dia a dia?