Para esta dinâmica o facilitador deverá, previamente, desenhar no chão onde
for aplicá-la, um trem. Este terá seus vagões representados por um retângulo de
aproximadamente 80x40cm (o suficiente para alguém ficar, com folga, com os pés
dentro deste). Os vagões estarão dispostos em linha (como um trem obviamente) e
ligados por um traço. Na frente do trem será desenhada a locomotiva que também
comportará uma pessoa. Se desejar, o facilitador poderá desenhar um vagão
restaurante para N pessoas (dizer quantas pessoas comportará). A quantidade
vagões + locomotiva deverá ser igual ao número de participantes menos 1.
No momento da dinâmica o facilitador pedirá aos participantes
que se
posicionem em seus vagões (a gosto de cada um). Isto ocorrerá calmamente pois
eles ainda não sabem que tem um vagão a menos. Explica-se que somente uma pessoa poderá
ficar em cada vagão (exceto se mudarem-se as regras ou houver um vagão
restaurante). Isto deve ficar bem claro para que não ocorram discussões.
Após todos se colocarem nos vagões, alguém irá ficar de fora do trem. Neste
momento o facilitador explica como será a dinâmica. Ele diz que irá contar uma
história (pode ser improvisada) na qual, e determinados momentos, falará a
palavra "trem". Quando isto ocorrer, todos deverão trocar de vagão ao mesmo
tempo, não podendo ocupar o vagão vizinho. Isto causará uma grande
confusão e, aproveitando este momento, aquele que ficou de fora do trem deverá procurar um
vagão para si. Novamente alguém irá sobrar para fora. O facilitador continuará a
história e, quando se falar novamente a palavra "trem", todos trocam de lugar. O
que ficou de fora corre para algum vagão vazio.
Esta dinâmica facilita muito para quem ficou de fora do trem achar um vagão
vazio, de forma que sempre ocorre o revesamento do "passageiro de fora".
Pode-se, durante o contar da histórica, colocar palavras que iniciem com
"tre" a fim de confundir os participantes. Exemplo: tremeu, tremedeira,
tremenda, três, etc.
É possível, alem dos objetivos colocados, trabalhar-se
de forma periféria a camadaragem e
a lealdade, já que alguns serão mais afoitos e poderão empurrar alguém para fora
de um vagão já ocupado ou usar de força desproporcional (ótimo para trabalhar o
respeito entre os gêneros).
Uma variante para esta dinâmica é, ao invés de
contar a história verbalmente, exibi-la aos poucos através de cartazes
previamente preparados que irão conter os trechos da história.
Para grupos com deficiência auditiva não só o uso
de Libras (para contar a história) como a variante acima permitirão viabilizar a
aplicação da dinâmica.