O facilitador solicita que todos caminhem pela sala livremente, procurando olhar uns para os outros, apenas olhar, e em silêncio.
Forma-se um grande círculo e pede-se um voluntário, sem explicar o que ele irá fazer.
O volutário deverá se posicionar frente para seu vizinho da esquerda, de modo que ambos fiquem se olhando nos olhos.
Neste momento o facilitador, ou seu auxilitar, coloca uma música instrumental suave.
Depois de um certo tempo (aproximadamente um minuto), sinaliza-se para que o voluntário passe para a pessoa seguinte e continue a vivência com ela.
O voluntário vai assim circulando e olhando para cada pessoa até que chegue de volta ao seu lugar de origem.
Da mesma forma que a pessoa voluntária, quando esta se distanciar umas três pessoas, orienta-se que a próxima pessoa continue o processo de "olho no olho" com a pessoa seguinte e assim, sucessivamente, até que todos tenham passado pela experiência.
Ao final, o facilitador monitora todos os comentários possíveis:
- Qual foi o seu sentimento, sua emoção ao vivenciar esse momento?
- O que foi mais constrangedor (ou difícil): olhar ou ser olhado?
- Quais as dificuldades sentidas?
- Algumas pessoas desviam o olhar? Porquê?
- O que significa olhar no olho de outra pessoa?
Essa vivência é muito profunda, pois trabalha com a emoção dos participantes. Se possível, o facilitador deve solicitar, antes de iniciá-la, um auxiliar. Pode ser necessário sair com algum participante para dar suporte emocional.