O facilitador distribui, para cada participante, uma cópia do texto "O Hóspede", pedindo que um voluntário faça a leitura para todos (caso o grupo seja grande pode-se dividí-lo em equipes e pedir que cada equipe faça a leitura separadamente).
Após a breve leitura o facilitador questiona aos participantes: "Quem é essa pessoa?" ou "Que tipo de pessoa é essa?".
Os participante terão alguns minutos para discutirem a respeito (todo o grupo ou nas equipes).
Ao final, o facilitador revela (caso ninguém tenho descoberto): quem é o personagem: um bebê.
A partir daí, a forma de perceber a história muda totalmente e passa-se à discussão da necessidade de compreender o próximo (pode ser um amigo, parente, cliente, parceiro, etc) em toda a sua amplitude.
Esta dinâmica é destinada à quaisquer grupos, notadamente quando estão desenvolvendo temas ou situações acerca dos diversos tipos de clientes.
Texto: O HÓSPEDE
Quem mora em cidades praianas raramente sente falta de visitantes, principalmente durante a temporada de férias. Na maioria das vezes este fato é uma experiência agradável para os donos da casa. Há pouco, porém, recebemos uma visita que foi o fim.
ELE apareceu com uma comitiva não inferior a três pessoas, cuja missão na vida delas era atender a todas as suas necessidades. Fomos informados que teríamos que acomodar toda essa gente e assim o fizemos.
ELE chegou trazendo (imagine só!) a sua própria coleção de ferramentas e, nos momentos de folga, começava a desmontar quase tudo o que havia na casa.
Gostamos de levar as pessoas que nos visitam pela primeira vez para almoçar num belo restaurante na serra, onde se tem uma vista maravilhosa. A paisagem geralmente deixa as pessoas fascinadas. Pois ELE nem ligou: chegava a bocejar de sono.
Como se não bastasse, fez uma cena na hora do almoço, recusando comer o que fora pedido para ELE e jogando o prato longe. Além disso, antes de sairmos do local, peguei-o beijando a garçonete.
ELE revelou-se um verdadeiro desmancha prazeres. Enquanto ELE dormia, a sua comitiva cuidava para que seu sono não fosse interrompido, obrigando todos a andarem na ponta dos pés e a falar baixinho. Quando ELE acordava, por volta das cinco horas da manhã, era propenso a fazer com que todos acordassem também, monopolizando a conversa em tom de voz bastante elevado.
Enfim, todos tinham que estar totalmente à sua disposição, atendê-lo nas suas necessidades todas e de jeito que ELE queria.