O facilitador informa ao grupo; "Vamos fazer um passeio de reconhecimento no prédio (limitar ao andar, ou ao nível do ambiente que não cause transtornos com o público externo ou com outras áreas). Só que existe uma condição: Alguns estarão cegos. Para cada cego teremos um guia, e para dupla, um observador".
Regras:
- Orientar o grupo para se dividir entre os três papéis;
- Delimitar o ambiente para o passeio; combinar por quanto tempo cada um viverá cada papel;
- Todos deverão vivenciar os três papéis e, em seguida, reunirem-se na sala.
O facilitador dá alguns minutos para que os trios se preparem, vendando o colega que será conduzido. Após fazer o giro com todos pelo prédio e, retornando à sala, inicia-se o relato dos sentimentos, perguntando, por exemplo:
- Como vocês se sentiram quando na posição de cegos?
- Como se sentiram enquanto guia?
Deixa-se que o grupo extravase seus sentimentos em cada fase da vivência. De forma natural, o facilitador começa a abordar como se desenvolveu a experiência questionando, por exemplo:
- O que vocês puderam perceber na condição de observadores?
- Que incidentes ocorreram que mais chamaram a atenção?
- Houve algum momento em que você, como cego, ficou com receio de seguir o seu guia?
- Houve algum momento em que você, como guia, sentiu que seu parceiro não queria seguí-lo?
Na medida em que o grupo tenha extravasado todos os sentimentos e relatado todo o desenvolvimento da experiência, o facilitador inicia uma correlação com a realidade do trabalho, perguntando, por exemplo:
- Quais as implicações da nossa conduta, enquanto líderes, sobre o comportamento dos nossos colegas?
- Que relações existem entre a liderança. e o sentimento da equipe?
Deve-se lembrar ao grupo que as conclusões que terão valor são somente aquelas que o grupo mesmo elabore. O importante é valorizar as conclusões do grupo, até porque todos estarão tão envolvidos na experiência vivida que terão pouco espaço mental para analisarem as conclusões do facilitador.