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Mudar é preciso... Mas como?

Publicado em: 15/05/2014
Escrito por:
Vagner Cardozo
Sempre um eterno aprendiz
http://vagnercardozo.wordpress.com/
Muitos de nós já passamos por mudanças, em nossa vida pessoal, profissional, social e assim vai. Algumas delas são traumáticas. Será que é porque não gostamos de mudanças? Ou porque quem as impõem não sabe fomentá-las de modo confortável? O ser humano normalmente tem certas inseguranças com relação a mudanças. Isto porque somos animais e lutamos por nossa preservação.

Antes de sermos conscientes, inconscientemente lutamos para mantermos nossas posições. Erguemos obstáculos para evitar que sejamos destituídos de nossa zona de conforto. Talvez a ação "MUDAR" não seja o problema, mas a forma de como se propõem as mudanças. Vamos observar que nestes milhões de anos de evolução, o ser primitivo foi obrigado a mudar de forma muito abrupta. Foram obrigados a mudar por causa de: terremotos, incêndios, animais selvagens, por alimento, por guerras entre grupos, etc. Temos que considerar que tais, não são tão fáceis de serem aceitas. Está em nosso gene a condição de stress pelos quais nossos antepassados passaram quando enfrentaram tais situações. Se sabemos disso por que continuamos a pregar mudanças de maneira tão irresponsável assim? Sabemos que o mundo urge por resultados positivos e que mudanças fazem parte desse processo. Podíamos tornar mais confortáveis esses processos se fizermos de modo cuidadoso.

Vamos comparar duas situações; uma em nossa vida pessoal contra uma em nossa vida profissional. Quando decidimos mudar nossos filhos de escola, como procedemos? Verificamos instituições na proximidade de nosso domicilio, investigamos as instituições, pedimos referências, analisamos o método de ensino, visitamos as escolhidas, conversamos com o(a) pedagogo(a), verificamos preço, transporte, etc. Se não bastasse isso, depois de escolhida a instituição temos que comunicar aos escolares a mudança. E aí que somos os maiores fomentadores de mudança. Explicamos detalhadamente à eles, com toda atenção e cuidado, o porquê da necessária mudança e até os colocamos para experimentar a nova escola alguns dias.

Ufa! Dá trabalho. E agora em nossa vida profissional. Como fazemos? Muitos vão se ver nesta situação, alguns como proponentes de mudanças e outros como parte delas. Vamos ver. A empresa decide mudar; precisa aumentar seus lucros, as empresas multinacionais fazem isso, o custo é razoável, mudamos amanhã mesmo, etc. Depois de decidido...Comunica-se por e-mail ou em uma reunião de no máximo uma hora aos membros que estão no cargo de gestão, e está feito. Tem muita diferença entre os dois momentos, não é? Não me admira que na maior parte das vezes as empresas não tem sucesso em suas políticas de mudanças. Há muita resistência, desgaste, retrabalho, demissões, discussões, alterações, desistências, aumento de custos e blá,blá,blá...O ser humano por mais seguro que seja precisa estar confiante nas propostas.

A comunicação é importantíssima para evitarmos choques desnecessários. Devemos analisar muito bem o processo. Fazer ensaios, testes drivers, colher opiniões das pessoas que vão ser afetadas, ensaiar a metodologia, fazer com que os envolvidos critiquem , seja lá qual for a crítica, verificar as ferramentas necessárias para a mudança, envolver o máximo de pessoas possíveis na decisão e principalmente, quando decidido, saber informar com total transparência o porquê da mudança, explicar detalhadamente o objetivo e saber perceber as críticas veladas e seus motivos. Sim. Muitos acabam não se declarando e é importantíssimo o fomentador perceber isso, para que a resistência seja quebrada e não se torne um obstáculo futuro . Só com estes poucos cuidados poderemos tranquilizar nosso ser primitivo que viveu boa parte de sua vida fugindo das mudanças.

Então! Vamos mudar?

Vagner Cardozo

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