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Armando Pastore Mendes Ribeiro

Matemático, Pós Graduado em Administração de Recursos Humanos, Formação em Coordenação de Dinâmica dos Grupos pela SBDG.

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Hora da Decisão

Publicado em: 08/04/2014
Escrito por:
Vagner Cardozo
Sempre um eterno aprendiz
http://vagnercardozo.wordpress.com/

Chegou aquele momento que todos nós temos de encará-lo. Decidir sobre algo. Não estou me referindo a decisões corriqueiras, mesmo sendo elas, muitas vezes estressantes também. Estou me referindo a decisões marcantes como: lançar um novo produto, mudar uma estratégia de marketing, contratar ou dispensar um funcionário, fazer uma operação de risco, mudar de emprego, etc. Decisões que impactam profundamente em nossas vidas e muitas vezes na de outros.

Sabemos que tomar decisões é um fato que nos é apresentado a todo instante, por isso muitas vezes as tomamos sem pensar muito, coisa que acaba de uma maneira ou outra nos trazendo alguns momentos complicados de administrar. Imaginem uma pessoa que sem olhar a previsão do tempo, nem se dá conta de que vai chegar ao trabalho toda ensopada pela chuva por que não levou o guarda-chuva. Um exemplo rotineiro, mas um retrato de como não tomamos boas decisões regularmente. Muitas vezes no estresse, na correria, cansaço ou mau preparo as tomamos sem prestar atenção, de forma indolente. No âmbito empresarial as decisões erradas sempre vem acompanhadas de grandes prejuízos e aquela famosa frase "eu te disse". Ah como não gosto desta frase. Muitas vezes, entendemos e dizemos conceitos magnânimos de administração ou de como tomar decisões, mas quando nos deparamos numa situação de definição, esquecemos completamente de nosso discurso.

Os pesquisadores Jeffrey Pfeffer e Robert Sutton chamam este descompasso, entre conceito e aplicação de "lacuna entre saber e fazer". Será que podemos melhorar a probabilidade de uma decisão ser mais correta do que outra? Penso que sim. Primeiro esta cobrança de que temos que ter resposta para tudo de bate pronta é uma armadilha aos incautos. Muitas vezes a melhor decisão é não toma-las. Ser eficiente exige muito mais que uma simples resposta por resposta. A decisão tem de ser tomada com base em experiência, informações de qualidade, pesquisa, conhecimento de causa, em muitos casos é estritamente necessário ser conhecedor das relações humanas.

Uma a percepção mais acurada do meio em questão e calma, faz com que tenhamos tempo de analisar e pontuar as melhores decisões. Termos sempre um modelo de como tomar decisões é importante para que percebamos onde pode estar o erro no processo, e assim evitar danos maiores. Na verdade, para cada meio se tem um modelo específico. Não queremos que um médico em pronto socorro de urgência nos atenda de um acidente grave com risco de morte, preenchendo um check list interminável. Queremos sim um pronto atendimento e decisões criativas e inteligentes, como as do Dr. House em seu seriado. Reparem que ele tem seu próprio modelo de tomadas de decisão. Ele vai do mais simples diagnóstico ao mais complexo, sem se envolver emocionalmente com o paciente, mesmo que tenha que se portar com arrogância e intolerância. Não estou afirmando que esta é a melhor maneira de se clinicar, mas bem que gostaríamos de ter médicos assim. Tenho reparado em muitos processos de decisões o quanto eles são desgastantes.

Na maioria dos casos é porque elas são tomadas por quem não sabe da existência de um modelo que pode tornar esta experiência, até mesmo gratificante. Dar voz a todos, manter a mente limpa, conhecer o terreno, aceitar críticas seja elas quais forem, ficar menos ansioso, estudar o fato em seus mínimos detalhes, ter experiência; são fatores que invariavelmente levam ao sucesso em uma decisão. Então. Vamos decidir?

Vagner Cardozo

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