Dinâmicas de Grupo OnLine
Uma dinâmica para cada finalidade
Dinâmicas de Grupo OnLine
Dinâmicas de Grupo Online

Formador

com.br

  1. Home
  2.  > Artigos
  3.  > Assertividade na Comunicação Empresarial

Assertividade na Comunicação Empresarial

Publicado em: 29/09/2006
Escrito por:
Luiz Roberto Bodstein
LRB Consult Consultoria Organizacional
www.lrbconsult.cjb.net/

A prática da assertividade rotineira é um dos grandes benefícios que uma empresa pode instituir. Ela possibilita economia de tempo, valorização das pessoas, objetividade, produtividade e motivação no trabalho, além de produzir satisfação junto ao cliente externo em função da qualidade dos contatos com a organização. Isso se obtém com funcionários felizes, que adotam posicionamentos diretos, firmes e transparentes incorporados à própria cultura da empresa.

Poderíamos afirmar, sem muita margem de erro, que o uso incipiente da assertividade é o grande mal que impede o entendimento adequado entre as pessoas, promove mal-entendidos que afetam as relações e presta um enorme desserviço às empresas com geração de prejuízos de toda ordem, decorrentes de falhas graves na comunicação.

O problema já começa pela dificuldade das pessoas em entender o que caracteriza uma postura assertiva. Em segundo lugar, vem a de acreditar que ela realmente é decisiva para mudar o rumo das coisas. Por último a mais difícil: adotá-la como caminho e colocá-la em prática.

O Perfil da Pessoa Assertiva

Para nivelar o entendimento, poderíamos dizer que uma pessoa assertiva é aquela que, nos seus contatos com os outros, apresenta o seguinte perfil:

  • * Expressa seus sentimentos com espontaneidade, naturalidade e calma;
  • * Adota sempre uma posição clara e transparente, sem disfarces ou vias indiretas;
  • * Diz sim ou não como decorrência de análise imparcial (não tendenciosa);
  • * É firme, quando necessário, sem ferir ninguém;
  • * Sabe ser flexível, sem abandonar seu espaço vital nem invadir o de outrem.

O uso da assertividade pode ser um fator determinante para a diferenciação entre uma posição de "chefia" e o exercício da efetiva liderança. Isto porque os contatos com uma pessoa assertiva não deixam dúvidas quanto às suas intenções, seus motivos e à forma pela qual age ou busca seus objetivos, disseminando confiança e trazendo segurança aos demais com os quais convive.

Isso naturalmente faz com que estas pessoas queiram se aproximar dela, ou procurem ouví-la sempre que precisarem adquirir certeza sobre qualquer assunto ou tomar uma decisão para o qual não se sintam seguras.

Sempre que a postura assertiva for característica de um membro da equipe, ao invés de recair sobre o líder formalmente constituído, acontecerá um desvio natural da ascendência deste último para o primeiro, ou seja: quem acaba liderando efetivamente é o membro da equipe que detém a confiança do grupo, e não quem, na escala da hierarquia da organização, detém o "poder".

Isto poderia ser um foco de conflito, não fosse o próprio perfil do líder assertivo, que lhe proporciona maturidade no uso de sua ascensão sobre o grupo, e lhe garante suficiente habilidade para neutralizar uma "dissidência" que só traria prejuízos para ambas as facções resultantes. Esse líder natural saberá como, sem esvaziar a chefia formal, direcionar adequadamente as ações da equipe e canalizá-las para a otimização do resultado coletivo, com conseqüente maximização de benefícios para a instituição.

Isto porque sua assertividade impede que atue de forma não transparente ou desleal, ou de uma maneira que o coloque em rota de colisão com a autoridade formal da organização para a qual trabalha. Quando discorda de posturas pessoais ou da política vigente, o líder assertivo normalmente deixa nítida a sua opinião, e consegue fazê-lo sem passar a impressão de que poderá consistir-se em ameaça para as pessoas ou para a concretização das ações das quais discorda.

Regras para o Exercício da Liderança Assertiva

O ideal seria que todas as pessoas em função de liderança se preocupassem em desenvolver sua assertividade. Bastaria que no exercício de sua função adotasse como regra:

  • * Trabalhar com metas pré-definidas;
  • * Aplicar sanções mas promover estímulos continuamente;
  • * Ir direto ao assunto, sempre com respeito;
  • * Se ater aos fatos, sem atingir pessoas;
  • * Dirigir com descontração e avaliar com critérios claros;
  • * Encorajar os outros a proceder da mesma forma;
  • * Encontrar tempo para pensar e planejar;
  • * Não cultivar tensões emocionais ou físicas;
  • * Colaborar para que outras pessoas também as evitem;
  • * Criar um clima saudável, que evita doenças e absenteísmo;
  • * Estabelecer harmonia com superiores, colegas e colaboradores.

Uma vez incorporada, tal atitude não tardará a promover resultados visíveis. A persistência e a total transparência de propósitos serão decisivas para que a transformação obtenha credibilidade e comece a produzir efeitos.

Como começar da maneira certa

  • * Informe aos outros o que você quer;
  • * Atenda às suas próprias necessidades. Analise e peça esclarecimentos;
  • * Enfrente os problemas que surgem o mais cedo possível, não os adie;
  • * Pratique o uso de frases simples; faça declarações breves e diretas;
  • * Não use preliminares nem retóricas inúteis;
  • * Não dê explicações excessivas;
  • * Não divulgue antecipadamente idéias ainda não conclusivas;
  • * Não faça suposições: busque sustentação em fatos e dados.

Desnecessário dizer que a prática constante de tal postura acaba gerando um padrão que se dissemina por toda a instituição, e acaba por formar as bases de uma nova cultura.

Por último, para que possa, daqui a mais uns tempos, mensurar os resultados da mudança, registre a data em que começou a utilizar as novas regras, parta da premissa de que a persistência inevitavelmente promoverá a confiança das pessoas, tenha a paciência como uma aliada a mais da sua assertividade, e boa sorte!


Última atualização:

Cadastre-se   |    Indicar o site   |    Fale Conosco