O trabalho pode deixar de ser apenas um meio de subsistência para tornar-se um fim em si mesmo na busca da satisfação, fundindo o pessoal e o profissional em um conceito mais amplo de realização.
Via de regra, a ausência de satisfação e motivação no trabalho esteve sempre associada a fatores externos: a vontade dos dirigentes da empresa, o momento econômico, político e social, ou ideias alheias. Quase ninguém se lembra de associá-las à sua forma pessoal de encarar o mundo e sua responsabilidade nos elementos incorporados à sua vida.
Uma nova compreensão do que seja qualidade de vida no trabalho começa a assumir conotação mais ampla, apresentando características que vão além da simples ausência de conflitos. Ela começa introvertendo a concepção da responsabilidade: ao invés do profissional ser um paciente das ações da empresa, ele adota uma postura pró-ativa, interagindo com o contexto para adequá-lo às suas expectativas.
Introverter para Ampliar: O Fim da Síndrome de Pilatos
A ideia é incorporar uma postura de olhar para dentro antes de buscar culpados no ambiente externo ? a chamada "síndrome de Pilatos". Significa que passamos a ser corresponsáveis pelo ambiente de trabalho, o que determina o índice de qualidade de vida em todo o contexto organizacional.
O conceito atual de qualidade de vida no trabalho pretende promover o resgate da autoconfiança através da busca pelas próprias potencialidades. Essa prática reduz os desgastes na relação com as pessoas e busca a harmonia com os recursos disponíveis, atuais e futuros.
A Evolução do Conceito nas Empresas
O que se entendia por Qualidade de Vida no Trabalho mudou muito. Há uma década, as empresas achavam que oferecê-la era apenas dar um plano de saúde, refeitório ou auxílio-transporte. Os empresários de hoje já se preocupam em tornar o ambiente atraente, considerando as necessidades de desenvolvimento e realização.
O homem moderno acordou para a realidade de que passa a maior parte de sua vida envolvido com aspectos produtivos. Ele descobriu que o trabalho pode ser uma das maiores fontes de realização pessoal a partir da identificação de seus ideais com sua carreira.
O trabalho está aos poucos deixando de ser um meio para se tornar um fim. Cada profissional está percebendo que é difícil suportar empresas onde se passa o dia inteiro apenas esperando o final do expediente para poder, realmente, viver.
O trabalho pode ? e deve ? se constituir numa fonte de prazer e concretização de planos de vida, completando-se com a vida externa. Essa nova mentalidade vem ao encontro dos atuais anseios humanos: fazer da vida um manancial de bem-estar em todos os setores.
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