Dinâmicas de Grupo OnLine

Uma dinâmica para cada finalidade

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Dinâmicas de Grupo Dinâmicas de Grupo

Dinâmicas de Grupo são ferramentas utilizadas para se avaliar, detectar, reforçar, destacar ou ensinar aspectos comportamentais e de conhecimento dos participantes. Poderiamos entendê-las facilmente se as associarmos, de forma ampla, a jogos em grupo, os quais conduzem os participantes a determinadas situações onde suas atitudes serão colocadas a prova, sejam elas no ambito físico, interlectual, afetivo, social, espiritual ou do caráter. Embora sejam tratadas (muitas vezes erroneamente) de forma coletiva, trata-se de uma ferramenta de avaliação individual. Aplicadas em ambientes fechados ou ar livre, podem ser classificadas tematicamente quanto aos objetivos que se pretendem alcançar, como por exemplo: Pró-atividade, Flexibilidade, Criatividade, Inovação, Organização, Comunicação, Comunicação Verbal, Comunicação Não-verbal, Confiança no Próximo, Foco em Resultados, Ousadia, Planejamento, entre muitas outras.

As dinâmicas de grupo são amplamente utilizadas nas áreas de Psicologia, Recrutamento e Seleção, Treinamento e Pedagogia, servindo-se de forma efetiva na melhoria do entrosamento de equipes, no destaque da autenticidade de pessoas e no crescimento pessoal. Elas nos permitem experimentar uma ampla gama de experiência em grupo e, já que nascemos, vivemos e morremos em grupo, prestam-se de forma muito rica a confrontar os participantes com simulações do cotidiano.

Dinâmica Amigos de Jó

Cantando a música "Amigos de Jó", todo o grupo tem que deslocar-se na cadência e realizar os movimentos propostos formando uma espécie de balé brincalhão.

Cada participante ocupa um bambolê ou círculo desenhado no chão.

A música tradicional dos "Escravos de Jó" é cantada com algumas modificações:

Amigos de Jó jogavam caxangá. Tira, põe,
Deixa ficar, festeiros com festeiros
fazem zigue, zigue, zá (2x)

O grupo vai fazendo uma coreografia ao mesmo tempo em que canta a música. A cadência das passadas é marcada pelas letras maiúsculas na música.

"amigos de jó jogavam caxangá." : são 4 passos simples em que cada um vai pulando nos círculos que estão à sua frente.

"Tira": pula-se para o lado de fora do círculo

" Põe": volta-se para o círculo

"Deixa ficar": permanece no círculo, agitando os braços erguidos; "festeiros com festeiros": 2 passos para frente nos círculos; "fazem zigue, zigue, Zá" : começando com o primeiro passo à frente, o segundo voltando e o terceiro novamente para frente.

Quando o grupo já estiver sincronizando o seu ritmo, o facilitador pode propor que os participantes joguem em pares. Neste caso, o número de círculos no chão deve ser igual à metade do número de participantes, as pessoas ocupam um círculo e ficam uma ao lado da outra com uma das mãos dadas. Além disso, quando o grupo cantar "Tira..." o par pula para fora do círculo, um para cada lado e sem soltar as mãos.

E por que não propor que se jogue em trios e quartetos??

Dicas:

Este jogo-dança é uma gostosa brincadeira que exige uma certa concentração do grupo para perceber qual é o ritmo a ser adotado. É prudente começar mais devagar e se o grupo for respondendo bem ao desafio, sugerir o aumento da velocidade.

O respeito ao parceiro do lado e a atenção para não machucar os pés alheios são toques interessantes que o facilitador pode dar.

Quando o grupo não está conseguindo estabelecer um ritmo grupal, o facilitador pode oferecer espaço para que as pessoas percebam onde está a dificuldade e proponham soluções. Da mesma forma, quando o desafio já tenha sido superado e o grupo queira continuar jogando, há espaço para criar novas formas de deslocamento e também há abertura para outras coreografias nesta ou em outras cantigas do domínio popular.

Vale dizer que o pessoal ri muito, que é um jogo legal para descontrair, para festinhas de criança e festonas de adultos, aulas na escola, treinamentos de gestão de pessoas buscando o ritmo de trabalho do grupo. O jogo pode acompanhar reflexão sobre temas de interesse específico ou simplesmente ser jogado pelo prazer de jogar-dançar.

Dinâmica A Troca de um Segredo

Objetivos: Compartilhar a importância de levarmos os "pesos da vida" uns dos outros e ajudarmos o nosso próximo.

Material: Um pequena folha de papel e caneta para cada participante.

Os participantes deverão descrever, na papeleta, uma dificuldade que sentem no relacionamento e que não gostariam de expor oralmente.

A papeleta deve ser dobrada de forma idêntica, e uma vez recolhida, o facilitador misturará e distribuirá para cada participante, que assumirá o problema que está na papeleta como se fosse ele mesmo o autor, esforçando-se por compreendê-lo.

Cada qual, por sua vez, lerá em voz alta o problema que estiver na papeleta, usando a 1ª pessoa "eu" e fazendo as adaptações necessárias, dando a solução ao problema apresentado.

Dinâmica de Grupo Barra Manteiga

Previamente dever-se-á traçar duas linhas paralelas no chão, distantes a cerca de 10 metros uma da outra.

O facilitador divide o grupo em duas equipes sendo que cada uma deverá se colocar atrás de umas das linhas. Cada participante deverá ficar ao lado do outro (de sua equipe) ao longo e atrás de sua linha.

Escolhe-se um participante para iniciar a dinâmica. Este deverá dirigir-se até a outra equipe. Os participantes da outra equipe deverão, neste momento, estar com as mãos para a frente de froma que os braços fiquem na horizontal. O participante da outra equipe deverá escolher um destes dando um pequeno tapa na mão do oponente. Neste momento deverá correr de volta para sua equipe. Aquele que foi escolhido deverá correr atrás do outro e, se o tocar com a mão antes deste passar da linha de sua equipe passará ao time adversário. Independente de conseguir pegar o adversário ou não, o colega que foi escolhido deverá continuar a dinâmica indo então à equipe contrária e batendo na mão de alguém à sua escolha. Proceder-se-á da mesma forma.

Vence a equipe que, ao final do tempo estipulado, tiver o maior número de participantes ou, a equipe que conseguir "capturar" todos os adversários.

Ao final da dinâmica o faciltiador irá abrir para discussão com as seguintes questões:

  • Como foi ser escolhido?
  • Como foi ser preterido?
  • Como foi escolher?
  • O que sentimos quando conseguimos superar o outro?
  • E quando somos superados?
  • No grupo que perdeu restaram apenas pessoas não escolhidas ou aqueles que não foram pegos por serem mais velozes?
  • O tamanho do grupo determina sua eficácia?
  • Na empresa o tamanho do departamento determina seu ?poder? ou este édeterminado pela sua eficácia?
  • Antes de começar a atividade os grupos elaboraram estratégias de ação? Quais?

Dinâmica Roda Confusa

O facilitador solicita aos participantes que façam um círculo de mãos dadas, colocando uma música suave. Pede então que cada pessoa olhe para a pessoa do seu lado direito, memorizando quem é esta pessoa, como ela está vestida, seu nome, etc.

Em seguida pede-se que todos soltem as mãos e caminhem pela sala de formas variadas:

  • apresadamente (com fluidez, evitando obstáculos);
  • lentamente e mudando de direção;
  • de forma diferente da usual (seguindo o nariz, o cotovelo, a barriga, correndo atrás do pé, etc);
  • dando pulos;
  • (criar outras formas).

O facilitador informa que  quando a música parar todos deverão permanecer parados no lugar onde estiiverem.

Então, ao parar a música, o facilitador pede que as pessoas procurem, visualmente, quem estava à sua direita (sem sair do lugar). Se a pessoa estiver perto, deverá dar a mão direita à mão esquerda da outra pessoa. Quem estiver distante, deverá aguardar a ajuda do facilitador.

Para facilitar pede-se às pessoas que estão longe que levantem a sua mão direita. O facilitador pega na mão de cada pessoa e a encaminha à que estava à sua direita, formando diversos nós na roda.

Quando todos estiverem de mãos dadas, lançar o seguinte desafio: "Vocês devem voltar à roda original, sem soltar as mãos."

Neste momento, há um ligeiro tumulto e as pessoas ficam um pouco confusas. Geralmente, um do grupo começa a dar idéias e a roda confusa começa a se desfazer. O exercício termina quando todos estiverem voltados para dentro da roda, sem nós.

Ao final pode-se abrir para comentários sobre a experiência vivida.

Como Fazer uma Dinâmica de Grupo

As dinâmicas de grupo fazem parte de treinamentos, de programas educativos e de processos de seleção de profissionais da grande maioria das empresas na hora de avaliar comportamentos e características das pessoas. Diante disso, o analista de sistemas Eduardo Fornaro, de São Paulo, criou, com base em seus 20 anos de experiência em dinâmicas de grupo, um site que reúne diversas propostas, seja para quebrar o gelo antes de uma reunião, treinar lideranças, gerir o tempo, aumentar o espírito de equipe, entre outras.

Atualmente, há centenas de dinâmicas cadastradas por profissionais de Recursos Humanos, educadores, psicólogos, entre outros profissionais que utilizam esta ferramenta na rotina de trabalho. "Para cada objetivo existe uma dinâmica", explica o consultor.

Segundo ele, muitas variáveis influenciam o resultado positivo ou não de uma dinâmica. "O problema é que muitas pessoas acham que a dinâmica é algo mágico, basta fazer para ter resultados", diz o consultor. Mas na prática não é assim que funciona.

Além de um facilitador preparado para conduzir a dinâmica, é preciso ter claro o objetivo, bem como o perfil da empresa, o número de participantes, o local e o tempo disponível para realizá-la. E Fornaro garante: "Uma dinâmica bem-feita funciona tanto para um grupo de crianças como para executivos."

Confira a seguir o passo a passo para fazer uma dinâmica de grupo:

1. O que você deseja com a dinâmica de grupo? É preciso ter claro o objetivo, ou seja, detectar qual é a necessidade da empresa. Se for para ser usada em treinamento, por exemplo, é necessário definir quais as características que se quer avaliar, pois para cada objetivo, uma determinada dinâmica é indicada. Já para recrutamento e seleção, por exemplo, o objetivo da dinâmica é avaliar certas características, o que é desejável ou não num candidato. Suponhamos que se busca um profissional para análise de informações. Neste caso, a dinâmica testará o grau de concentração do candidato. "O problema é que tem gente que quer dinâmica especificamente para contratar profissionais de vendas. O fato é que não existe uma dinâmica específica para isso, mas outras que analisam o que é desejável num profissional de vendas", explica Fornaro.

2. Como e onde aplicar? O número de pessoas interfere no resultado da dinâmica. Por isso, de acordo com Eduardo, o ideal é que exista, pelo menos, um facilitador para cada cinco, seis, até oito pessoas. "Quem faz para um auditório de 100 está fazendo entretenimento", adverte o consultor, para quem só a dinâmica com número limitado possibilita avaliar realmente os participantes. Com o número fechado de participantes é preciso definir o local onde a dinâmica será realizada. Pode ser numa sala, ao ar livre, numa lan house. "Ás vezes o conteúdo é maçante, então o ideal é buscar um local agradável, mas que não tire a atenção dos participantes."

3. Quanto tempo deve durar? Há dinâmicas de cinco minutos a mais de duas horas. O aconselhável é que ela não seja muito extensa, conforme explica Fornaro. Há dinâmicas feitas em partes, ao longo de uma semana, e podem durar 20 segundos cada. Também vale ressaltar que os resultados ficarão comprometidos se se tentar adaptar uma dinâmica de 45 minutos para 15 minutos. "Seguramente será um fracasso se você não adaptá-la adequadamente", alerta o consultor. O melhor é que dure entre 20 e 30 minutos. Vale ressaltar, no entanto, que a fixação de conhecimentos leva mais tempo, conforme lembra o consultor.

4. Qual dinâmica aplicar? O cardápio de propostas é variado, mas a escolha deve levar em conta o tempo disponível, bem como ter claro o perfil da empresa e dos participantes. "As dinâmicas são flexíveis e funcionam tanto para crianças quanto para executivos", garante Fornaro.

5. Durante e depois, o que fazer? É certo que o facilitador precisa estar preparado para conduzir a dinâmica. Segundo o consultor, é aconselhável que o facilitador faça anotações para avaliar a ferramenta que está usando. "Às vezes determinada dinâmica funciona, às vezes não. O fato é que existem vários fatores que influenciam o sucesso e o insucesso de uma dinâmica", explica Fornaro. Essas anotações servem também para facilitar a vida dos colegas da empresa, no caso dos profissionais de RH que, em algum momento podem consultar as dinâmicas já feitas com a equipe e saber quais são as mais indicadas e as que não devem ser repetidas.

6. Feedback. Se a dinâmica for voltada a funcionários da empresa é possível dar um retorno aos participantes sobre suas performances. Já no caso de recrutamento e seleção isso não é viável. "Às vezes não é ético, gera custos, leva tempo", explica Fornaro. Segundo ele, o facilitador também precisa treinar o feedback para ser claro e objetivo.

Matéria publicada no site www.canalrh.com.br em 31/01/2007.

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